Especial | Os Melhores Episódios de ‘Lost’

Especial | Os Melhores Episódios de ‘Lost’

Autor: 343

Nesta terça-feira, 23 de maio, a série mais icônica da televisão americana – e, quiçá, do mundo – completa sete anos de series finale. Criada por Damon Lindelof e J. J. Abrams em 2004, ‘Lost‘ foi uma produção revolucionária, sobretudo pela proposta de uma narrativa não-linear, que por seis temporadas contou com o auxilio de flashbacks, flashforwards e flash side-ways para contar a história dos sobreviventes de um desastre aéreo. E que sobreviventes. Sucesso de crítica e público, ‘Lost’ abocanhou mais de 50 prêmios da indústria audiovisual, incluindo estatuetas do Globo de Ouro e Emmy Awards, sem falar de uma audiência pra lá de bem sucedida, que a consagra, ainda hoje, como uma das séries mais vistas e queridas de todos os tempos. Não é a toa que, para celebrar o aniversário do último episódio do que começou com acidente aéreo da Oceanic Airlines, e que levou 48 sobreviventes a uma misteriosa ilha no pacífico, o Uber7 preparou uma lista caprichada, com os 10 melhores episódios da série. Prepare o seu lenço, seu coração e a vontade que você irá sentir de reprisar todas as seis excelentes temporadas dessa ficção.

10) 3×06 – “I Do”

“I do” marcou uma reviravolta na terceira temporada, até então, sem fortes emoções. Se o flashback de Kate não foi grande coisa, na ilha tivemos uma excelente sequencia de eventos, a começar pela consolidação do triângulo amoroso entre Jack, Sawyer e Kate, que embora não fosse tão importante em um primeiro momento, se tornaria decisivo em eventos futuros. No episódio, os três personagens centrais da série ainda estavam sobre o poder dos Outros, com Jack tendo uma difícil decisão a tomar: operar ou não operar Ben Linus, líder do grupo inimigo. Os melhores momentos do episódio ficaram por conta de um Jack emocionadíssimo por rever Kate; a fugitiva a fugitiva implorando ao cirurgião para que fizesse a operação em Ben e salvasse a vida de Sawyer; e falando em Sawyer e Kate, os dois na jaula, tendo sua primeira “noite” – momento íntimo que os Outros fizeram questão de mostrar a Jack. De bônus ainda tivemos cenas ótimas, como Sawyer largando a arma e levando uma surra para proteger Kate e por último, mas não menos importante, nosso Doutor ligando o foda-se: Jack cortou a artéria de Ben durante a operação, chantageou geral e soltou o verbo no rádio: “KATE, DAMMIT, RUN!!!!!!”.

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9) 1×01 e 1×02 – “Pilot”

“Pilot” é um dos melhores começos de séries – e não só pela forma cuidadosa como apresenta os protagonistas ao público ou pelo incrível cliffhanger, mas por combinar elementos como desespero, gratidão, esperança e caos com uma qualidade, até então, rara na televisão americana. O episódio começa com Jack abrindo os olhos, se levantando e correndo rumo aos destroços do avião. O que encontramos lá é um choque visual: destruição, gente ferida, gente morta – muito choro, muito grito e muita bagunça, como tinha de ser. A primeira vez que vimos Charlie foi caminhando, desorientado, na direção da turbina; Jin, gritando por Sun; Michael, pra variar, procurando por Walt em meio ao caos e Shannon chorando, desesperada… Cá entre nós, dá saudade só de lembrar como os sobreviventes eram antes de toda a vivência transformadora da ilha, tão frágeis, perdidos, e como todos eles se tornaram mais maduros com o passar das temporadas. Os melhores momentos do duplo “Pilot” foram: o primeiro contato do médico com Kate; Locke mexendo os dedos dos pés; a gravação de uma francesa, rolando há 16 anos;  a fuga do misterioso monstro na floresta; Sawyer matando um urso polar; Locke usando um jogo de gamão para explicar a Walt sobre a dualidade da existência (preto e branco, bem e mal – uma clara referência a Jacob e o Homem de Preto); e o primeiro contato dos sobreviventes com a ilha.

Foi ou não foi um começo sensacional?

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8) 1×23, 1×24 e 1×25 – “Exodus”

É de consenso geral que os episódios finais de “Lost” eram uma bomba relógio, mas na primeira temporada, sem parâmetros comparativos, ninguém sabia o que esperar. O resultado foi um episódio triplo de tirar o fôlego, onde até mesmo o flashback, que integrou todos os personagens, foi impecável. Vimos os sobreviventes embarcando no avião e se preparando para decolar – sem sequer imaginar que nunca chegariam a Los Angeles -, além da primeira aparição de Ana Lucia. O episódio teve de tudo: Aaron sequestrado pela Rousseau; a emocionante partida da balsa, levando Michael, Jin, Sawyer e Walt; Sawyer contando a Jack sobre o encontro que teve com o pai dele na Austrália; a caminhada até o navio Black Rock para pegar dinamites; Dr. Artz explodindo em pedacinhos; um embate entre Jack e Locke; a primeira aparição do Monstro de Fumaça e Aaron sendo encontrado pelos sobreviventes. E ainda que tudo isso já seja, por si só, sensacional, nada se compara aos momentos finais do último episódio da terceira temporada. Quem se lembra da balsa sendo atacada? E de Walt sendo levando pelos Outros? Do desespero de Michael? Do tiro que Sawyer levou? E a escotilha sendo aberta? “Exodus” traduziu bem o que era “Lost” naquele momento: a melhor série em exibição.

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7) 2×20 – “Two For The Road”

“Two For The Road” foi uma grande virada no esqueleto da série, quando descobrimos que ninguém estava a salvo e que, afinal de contas, tudo podia acontecer – uma sensação que permaneceu imutável até o episódio final. Os grandes momentos do episódio foram Michael voltando de sua busca por Walt, cheio de novidade sobre os outros e se revelando um agente duplo. Foi em “Two For The Road” que Michael matou Libby (prestes a ter um encontro romântico com Hurley na praia) e Ana Lucia de uma só vez, além de dar um tiro em si mesmo para libertar Ben da escotilha. E como episódio bom é episódio badass, ainda tivemos um momento pegação entre Ana Lucia e Sawyer; e um momento porrada entre a policial e Ben.

Michael

 

6) 6×14 – “The Candidate”

Um dos episódios mais tensos – e mais tristes – de “Lost”. O 6×24, “The Candidate”, foi um verdadeiro soco no estômago e taí a reação de Hurley, Sawyer, Jack e Kate no final que não nos deixa mentir. Em menos de cinco minutos “Lost” matou quatro personagens, três deles protagonistas importantes, presentes desde a primeira temporada e parte do simbolismo da série. Os flashsideways mostraram um Jack, como sempre, tentando consertar as coisas – dessa vez, consertar o próprio Locke. E ainda que a sequência tenha sido interessante, nada se compara aos acontecimentos na ilha, eletrizantes por si só. A forma como Jack foi manipulado para levar os sobreviventes ao submarino e como o Homem de Preto armou para não estar ali até o último segundo (poupando Claire do que viria a seguir), são uma prova de como o episódio foi genial. Hurley, Kate, Sayd, Jack, Sun, Jin, Lapidus e Sawyer submergiram achando que venceram a briga; que finalmente estavam deixando a ilha pra trás… Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Uma bomba dentro do submarino acabou com o sonho dos sobreviventes e um ato impulsivo de Sawyer acabou por diminuir um tempo que, pra eles, já não era nenhum. Sayd se sacrificou para que os outros tivessem uma chance. Sawyer levou uma pancada e ficou desacordado. Lapidus morreu no submarino. Sun ficou presa nos canos e Jin não quis deixá-la pra trás. O saldo foram quatro mortes dolorosas, a última delas acompanhadas de um diálogo pra lá de emocionante. Isso sem falar da cena de Hurley, Kate, Sawyer e Jack chorando na praia ao final do episódio… Arrasador.

DANIEL DAE KIM, YUNJIN KIM

 

5) 6×17 e 6×18 – “The End”

Um dos episódios mais emocionantes de “Lost”, não só por encerrar a série, mas por evocar momentos importantes das temporadas anteriores e confirmar o que há tanto tempo já se dizia: “Lost” nunca foi sobre uma ilha, sobre um desastre aéreo, sobre mistérios ou ficção científica. “Lost” foi uma série sobre pessoas – personagens tridimensionais, profundos e humanos por quem nos apaixonamos durante aquela meia dúzia de temporadas. O ponto alto de “The End” não foram só os acontecimentos da ilha, que culminaram em Hurley como guardião da mesma e Ben como seu ajudante. A verdadeira comoção do duplo episódio se deu com as lembranças de cada personagem – as imagens lá do início da série e as reações que provocaram em cada um. Kate e Claire lembraram juntas, seguidas por Charlie, após o parto de Aaron. Sawyer teve seu momento ao tocar em Juliet no hospital e Sayd ao salvar Shannon. Sun e Jin se lembraram da ilha ao fazerem o ultrassom com Juliet e com Locke aconteceu após a operação, ao conseguir mexer os dedos dos pés. Jack foi o último a lembrar da ilha – e o mais resistente. O primeiro lapso do médico vem com Locke, o segundo com Kate e o decisivo, na igreja, ao tocar o caixão de seu pai. As cenas são todas memoráveis, daquelas que anos depois ainda emocionam a quem assiste. A cena final, é um grande exemplo disso.

The end

 

4) 2×23 e 2×24 – “Live Together, Die Alone”

Os típicos episódios de fim de temporada. “Live Together, Die Alone”, aliás, uma das frases marcantes de Jack no decorrer da série, teve uma excelente sequencia de ação. Tivemos Desmond desempenhando um importante papel e conhecemos um pouco mais de Penny, ao mesmo tempo em que nos víamos no conflito interior de digitar ou não os números. Mr. Eko não só defendia o botão da escotilha, como estava disposto a apertá-lo e protegê-lo. Locke e Desmond resolveram que era hora de descobrir o que, afinal de contas, aconteceria caso não apertassem – e aí começou o embate do episódio, que culminou na implosão da escotilha. Tudo voando, tudo quebrando, tudo tremendo e uma loucura só. Falando em embate, os eventos na escotilha não foram os únicos de “Live Together, Die Alone”. O episódio ainda teve Sun, Jin e Sayd encontrando um barco; Michael se revelando como o delator e assassino de Ana Lucia e Libby; Hurley, Kate, Jack e Sawyer sendo levados pelos Outros; Michael indo embora com Walt; Ben Linus se apresentando como o líder do grupo inimigo; o pé da estátua sendo encontrado e ótimos flashbacks de Desmond, que mostram como aconteceu a queda do avião.

Live

 

3) 5×16 e 5×17 – “The Incident”

De longe, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de muito ouvirmos falar sobre Jacob, o sujeito finalmente deu as caras – o que já torna “The Incident” não só um episódio importante para a mitologia da série, mas um episódio, simplesmente, incrível. A trama foi dividida – e todos os núcleos desempenharam um papel importante. Além de dar, finalmente, um rosto ao nome, vimos como Jacob exerceu um papel importante na vida dos sobreviventes, os escolhendo a dedo para estarem na ilha. Kate foi tocada por Jacob quando criança, Locke o foi após o acidente que lhe tomou o movimento das pernas e o pequeno Sawyer durante o velório dos pais. Sayd recebeu o toque de Jacob no instante em que viu Nadia sofrer um acidente, Jack no hospital, Hurley após divididr um táxi com Jacob e Jin e Sun foram tocados no casamento. Tudo muito bem bolado. A cena de abertura do episódio, um diálogo entre Jacob e o Homem de Preto também foi formidável, mostrando que Jacob também não é o heroi que pensamos ser. As emoções do episódio, contudo, não pararam por aí: vimos o Homem de Preto levar o grupo até Jacob; um tiroteiro na Iniciativa Dharma; Sayd sendo baleado;  um vislumbre da estátua inteira; Rose e Ben com sua mini-fazenda; uma boa briga entre Jack e Sawyer; nosso médico escolhendo ser o homem-bomba-de-hidrogênio; Sun e Lapidus descobrindo o corpo de Locke no caixão; Ben matando Jacob; um tiroteiro na obra da estação; a bomba não explodindo; o plano dando errado e… Como se não bastasse tudo isso, a morte de Juliet ao cair e explodir a bomba, criando uma realidade alternativa, onde o avião pousa em Los Angeles.

Foi preciso muito fôlego para assistir “The Incident”.

juliet

 

2) 4×12, 4×13 e 4×14 – “There’s No Place Like Home”

“There’s No Place Like Home” traduz tudo que “Lost” foi em suas seis temporadas: emocionante, tenso, absurdo, chocante, genial, assustador, impossível  e extraordinário. Vamos recapitular?  A ilha ficou cheia de mercenários malucos;  tentaram desarmar a bomba, mas não deu certo; Ben matou Keamy a sangue frio; Michael morreu na explosão do cargueiro, onde também estava Jin (reação de Sun inesquecível); os sobreviventes se dividiram; aconteceu o embate final entre Locke e Jack – a fé e a ciência; atiraram no tanque de gasolina do helicóptero; Sawyer se sacrificou pelos outros; Ben moveu a ilha de lugar; Desmond reencontrou Penny; seis sobreviventes voltaram pra casa e mentiram sobre a Ilha; Aaron ficou sob os cuidados de Kate e descobrimos que Jack é meio-irmão de Claire. Tiro, porrada, bomba e casos de família em um final de temporada só, que como se não bastasse, revelou que o corpo no caixão pertencia a John Locke.

Locke 2

 

1) 3×22 e 3×23 – “Through The Looking Glass”

“Not Penny’s Boat” é até hoje um momento clássico – e doloroso – para os fãs de “Lost”, sendo a grande responsável por boa parte da importância do episódio. Mas vamos com calma, certo? Porque “Through The Looking Glass” já começa diferente: um Jack barbudo, cansado, deprimido, bebendo no avião e lamentando a morte de alguém durante um flashback. Fora as lembranças do médico, o episódio duplo foi movimentado do começo ao fim, com ótimas sequencias de ação. Jack teve seu esperado embate com Ben, que acabou levando uma boa surra ao fazer o médico pensar que Sayd, Jin e Benard estavam mortos. Hurley,  Sawyer e Juliet, contudo, salvaram o trio e, de quebra, Sawyer pode se vingar de Tom pelo sequestro de Walt no season finale anterior. Enquanto os sobreviventes caminhavam rumo à torre do rádio, com esperança de finalmente deixarem a ilha pra trás, Charlie e Desmond enfrentaram maus bocados na Estação Espelho – que culminaram na inesquecível cena da morte de Charlie, após descobrir que o barco não era o de Penny.

“Through The Looking Glassh” foi um episódio paralisante, tão cheio de história que ainda tivemos tempo de ver Locke acordar sem o movimento das pernas e ser impedido de cometer suicídio por uma aparição de Walt. Alex e Rousseou finalmente se encontraram; Naomi foi assassinada após ser desmascarada por Locke e a rixa entre o médico e o caçador tomou proporções ainda maiores. E mesmo que recheado de todos esses momentos sensacionais, nada no episódio se compara à cena final, quando descobrimos que o flashback de Jack barbudo não é um flashback de antes da ilha, mas um acontecimento posterior ao acidente aéreo.

Through The Looking Glass” foi a grande virada de Lost. Ao descobrirmos que a pessoa que Jack encontra é, na verdade, Kate, a história gira 360°: descobrimos que a cena se passa após o desastre aéreo e que, portanto, de alguma forma – naquele momento, inteiramente desconhecida – os sobreviventes da Oceanic saem da ilha; o que não foi tão bom como eles imaginavam, no fim das contas.

E fica a frase memorável: WE HAVE TO GO BACK!

Not Pennys Boat

 

BÔNUS: 4×05 – “The Constant”

Um episódio inteiramente centrado em Desmond é autoexplicativo.

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Dandara Santos

Jovem-idosa, nerd aspirante a milionária e jornalista. Danda lê livros como terapia, assiste mais séries do que consegue, tem preferências musicais incompatíveis e vê no cinema uma segunda casa. Natural de Brasília, tem 24 anos num corpo de 16 - fato que tenta remediar, inutilmente, na base do fast food. Pseudo-hipocondríaca, viciada em listas e perfeccionista, sofre com a necessidade patológica de expressar sua opinião.

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