‘Samurai 7’, uma nova forma de ver a obra clássica de Akira Kurosawa

‘Samurai 7’, uma nova forma de ver a obra clássica de Akira Kurosawa

Autor: 110

Sete samurais com quase nada em comum se unem para salvar uma cidade indefesa contra bandidos malfeitosos. Essa premissa lhe soou familiar? Não é para menos, ‘Samurai 7‘, mangá de Mizutaka Suhou, é uma adaptação do filme ‘Os Sete Samurais​’ – ‘Shichinin no Samurai’ no original – uma obra-prima do cineasta japonês Akira Kurosawa. Dividido em dois volumes, o mangá lançado no Brasil pela JBC já está disponível para pré-venda em algumas lojas.

O clássico dos cinemas foi transformado em mangá pelas mãos de Mizutaka Suhou. No Japão, foi publicado pela editora Kodansha, na Magazine Great,​ em 2005. Com traços marcantes, Suhou reconta a história do Japão antigo com um filtro futurístico em um cenário com samurais e ciborgues gigantes. Em ‘Os Sete Samurais’ (1954) Kurosawa explorou pela primeira vez o universo dos samurais, apresentando um Japão do século XVI, durante a era Sengoku. Sucesso no Japão e no mundo, o filme rendeu ao cineasta o prêmio Leão de Prata do Festival de Veneza em 1954. A narrativa criada por ele influenciou a história do cinema e chegou a Hollywood servindo de inspiração para filmes como ‘Sete Homens e um Destino‘, ‘Mercenários das Galáxias’ e até a animação ‘Vida de Inseto’. Em 2004, a obra de Kurosawa ganhou sua versão em animação japonesa, exibida na televisão pelo canal Animax, em 2006.

História

‘Samurai 7’ (Samurai Seven) é ambientado no Japão antigo, em um vilarejo que sofre constantes ataques de bandidos. Sem saber como lidar com os vilões, os lavradores resolvem pedir ajuda para aqueles que conhecem bem a arte da guerra: os samurais. O problema é que a pobre vila só tem a oferecer uma única moeda de troca: o arroz que produz. Embora hesitantes, o experiente samurai Kambei Shimada e o jovem Katsuhiro resolvem aceitar a missão e vão atrás dos guerreiros certos para formar um clã.

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Personagens

Kambei Shimada

É um samurai sábio que sobreviveu a muitas batalhas, embora ele não sinta nenhuma alegria com elas. Muitos de seus amigos morreram nessas batalhas. Lidera o grupo durante suas batalhas e geralmente planeja estratégia. No final, se tornou um samurai bem sucedido, e passa sua espada para Katsushiro enquanto deixa a aldeia de Kanna. Kambei é o primeiro samurai.

Gorobei Katayama

É um samurai habilidoso que ganhou a vida desde o fim das guerras ao divertir as pessoas nas ruas da cidade. Ele também é um veterano da Grande Guerra, conhece Kambei pela reputação. Ele é muito hábil em esquivar golpes e pode arrancar flechas e dardos do ar. Katayama também é bastante inteligente. Ele é o segundo samurai.

Heihachi Hayashida

É um samurai genial que evita lutar tanto quanto possível e prefere comer arroz em vez disso. Durante a Grande Guerra, ele tomou posição como engenheiro de combate, o que o manteve longe da linha de frente, mas também usou suas habilidades mecânicas. Hayashida é descoberto cortando madeira em troca de comida ou dispositivos que o interessam. É muito útil dentro do grupo como mecânico, na construção de armas medievais. No entanto, ele guarda um profundo ódio por traidores, o que resultou na morte de toda a unidade. Ele é preso pela espada gigante de um Bandit, enquanto tenta detonar o explosivo que separaria os motores do Dirigível. Antes de morrer, ele grita para Katsushiro: “Encontre-me no arroz”. Dentro da série, ele fala sobre a antiga tradição dos “sete deuses do arroz” que vivem dentro de cada grão de arroz. Ele é o terceiro samurai.

Shichiroji

Lutou lado a lado na Grande Guerra com Kambei, e muitas vezes é referido como “velho companheiro de Kambei”. Ele deixa temporariamente o seu sucesso no mercado pós-guerra, e também, sua linda namorada, para se juntar a Kambei na batalha. Tem uma prótese na mão esquerda, seu dedo indicador parece um gancho. Em combate, ele usa um tipo de lança. É o único samurai que não usa uma espada. Sua namorada, Yukino, o apelidou de Momotaro, do tradicional conto japonês, porque o encontrou, gravemente ferido depois de uma batalha, flutuando por um rio dentro de uma cápsula que lembra um
pêssego. Ele é o quarto samurai.

Katsushiro Okamoto

É um samurai jovem e inexperiente que deseja ser aluno de Kambei. Idolatra os princípios do bushido. Promete proteger Kirara, não importa como, é muito atraído por ela. Ao longo da série, ele vai amadurecendo e se tornando habilidoso e forte o suficiente para desviar o canhão principal da capital e derrotou inúmeros bandidos sozinhos. Também ganha força emocional e entende qual é a verdadeira razão para se tornar um samurai. Okamoto recebeu a espada de Kambei em reconhecimento como estudante. Ele é o quinto samurai.

Kyuzo

É um guarda-costas misterioso e quase silencioso. Se junta ao grupo com a intenção declarada de lutar contra a morte de Kambei. É um lutador incrivelmente qualificado, empunhando lâminas duplas que se encaixam em uma bainha nas costas. Foi acidentalmente morto por Katsushiro quando ele usou uma arma para proteger Kambei. Ele é o sexto samurai.

Kikuchiyo

É um cyborg com um exoesqueleto mecanizado. Antes era um camponês até se tornar um samurai para ajudar os outros. Muitas vezes é considerado um incômodo, por se irritar com facilidade e muitas vezes causa problemas com o barulho alto e as maneiras desajeitadas. É aceito como o sétimo samurai depois de revelar que também era um fazendeiro, como os camponeses de Kanna. Kikuchiyo carrega a maior das espadas, que também atua como uma motosserra. É ferozmente leal a Kambei, e muito apreciado pelos aldeões, especialmente pela pequena Komachi, que pede que ele se torne seu marido quando crescer, um pedido que ele aceita em troca de manter sua árvore genealógica falsa. Ele morreu numa explosão evitando que a aldeia de Kanna fosse destruída. Ele é o sétimo e último samurai.

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Everson Araujo

Jornalista, aspirante a escritor, professor de inglês, executivo e grisalho. Geek de nascença, é viciado nas melhores séries de TV, quadrinhos e animes, tanto da atualidade quanto os clássicos. Amante de cinema e crítico, Everson vê no universo dos livros a incrível sensação de escape do mundo real.

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