Resenha | Universo DC Renascimento: Asa Noturna – Vol. 1

Resenha | Universo DC Renascimento: Asa Noturna – Vol. 1

Autor: 108

Ficha técnica

Resenha | Universo DC Renascimento: Asa Noturna – Vol. 1

Título original: Nightwing Vol. 1 – Better Than Batman
Autor: Tim Seeley
Ilustrador:  Javier fernández, Chris Sotomayo e Yanick Paquete
Gênero: Super-herói
Editora: DC Comics
Ano: 2017

Avaliação Uber7

O Asa Noturna está de volta! Não, muito mais que isso: Dick Grayson está de volta! Não mais Robin, não mais morto, não mais o Agente 37. Grayson retorna em um ótimo gibi solo, no qual busca reencontrar sua verdadeira essência.

Lançado recentemente pela Editora Panini, Asa Noturna – Vol.1 traz o retorno de Dick Grayson a Gotham e a toda “bat-família”. A HQ mostra as primeiras aventuras do ex-garoto prodígio, encerrando alguns ciclos que ficaram abertos na fase Novos 52 da DC Comics e recolocando o herói de volta aos eixos.

Na tentativa de retomar alguns pontos da fase clássica do herói nos anos noventa, o roteirista Tim Seeley tenta trazer um Asa Noturna que não vive à sombra de seu mentor, mas que é um herói totalmente independente. Seeley apresenta, então, o dúbio anti-herói/parceiro/vilão Raptor, que ora ajuda, ora atrapalha o personagem. Ele acaba servindo, como o próprio se auto-intitula, como o mentor correto para Dick. Ambos têm, ao menos aparentemente, o ideal de derrotar o Parlamento das Corujas (ler “Corte das Corujas” e “Noite das Corujas” da fase Novos 52 dos heróis de Gotham), agora internacional.

Asa-Noturna-Rebirth

Em uma jornada que passa por diversos países, Asa Noturna e Raptor fazem o papel de agentes duplos para o Parlamento das Corujas – o roteirista articulou muito bem o segundo grande plano do gibi e trouxe, assim como tem acontecido em diversos outros quadrinhos da fase Renascimento da DC Comics, discussões bem atuais. Dessa vez, não sobre preconceito, não sobre guerras ou questões políticas, mas um belo discurso sobre empatia ao trazer um forte choque de ideologias. Esta situação é apresentada ao leitor nas origens do vilão Raptor: pobre, artista de circo, esquecido pela burguesia (realidade que Dick conheceu bem), e o papel dessa burguesia (representada pela figura do Homem Morcego) frente aos menos favorecidos.

Este é um arco recheado de referências circenses e de mitologia cigana, sendo perceptível a preocupação do roteiro em [perdoe a referência cretina] ressuscitar o personagem de Dick Grayson e trazer grandes interações do herói com seu tutor, Bruce Wayne; seu quase meio irmão menor, Damian, o novo Robin; e também sua relação com Bárbara Gordon. Além de um reforço no passado do personagem que, em algum momento, se ligou à história do seu não tão parceiro assim, Raptor.

Asa Noturna 2

Com traços de Javier Fernández e cores Chris Sotomayor, além da arte de Yanick Paquete na edição que abre o encadernado, ‘Asa Noturna – Vol.1‘ tem uma trama concisa. Ela deixa para trás alguns erros de percurso cometidos durante os Novos 52 e inicia muito bem a nova fase de um herói tão querido pelos leitores neste novo momento da DC Comics.

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Eduardo Cardoso

Professor, Colecionador e leitor de quadrinhos, apaixonado por literatura e Nerd por maioria de votos. Prefere a DC Comics, tem um gosto musical que não faz sentido, assim como sua escolha de herói favorito. Apesar de sua paixão por filmes de terror Trash/Gore ou com criaturas gigantes, seu filme preferido é O Rei Leão.

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