Top 7 | Atrizes que amamos e seus papéis mais incríveis

Top 7 | Atrizes que amamos e seus papéis mais incríveis

Autor: 182

A busca por um espacinho na lista de indicações a prêmios da Academia do Cinema transforma, quase sempre, atrizes, atores e suas respectivas produções e filmes nas obras “mais importantes” de suas carreias. Não à toa, trata-se de um reconhecimento que, na maioria das vezes, envolve muito tempo de estrada e muita dedicação

Uber7 resolveu revisar essas produções e escolher entre todas, não necessariamente as mais óbvias, mas as mais peculiares performances de atrizes do cinema. Aliás, foram tantas produções incríveis que quase não tivemos coragem de escolher apenas um de seus filmes para o Top 7.

Kate Winslet:  ‘Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças’ (2004)

A atriz inglesa – a única mulher a quem DiCaprio é verdadeiramente fiel – é ganhadora de um Emmy, quatro Bafta, quatro Globos de Ouro e, acredite, um  Grammy de melhor audiobook para crianças – além, é claro, de outras muitas indicações. Kate foi a atriz mais jovem a receber seis indicações de Oscar antes dos 31 anos e, vale lembrar, tinha apenas 17 quando estreou em ‘Almas Gêmeas’ de Peter Jackson, desbancando 175  garotas. Com 40 filmes – entre eles ‘Titanic’, ‘O Leitor’, ‘Pecados Íntimos’ e ‘Foi Apenas Um Sonho’  e oito produções na televisão,  Kate continua provando ser umas das mais comprometidas profissionais à arte da interpretação.

‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças’ é um filme singular.  Joel é um homem que está saindo de uma relação conturbada onde ele percebe ser incapaz de demonstrar os seus sentimentos – e, então, passa a viver uma nova história, um novo sentimento com Clementine, a jovem que encara a vida sempre com entusiasmo e diversão, de maneira totalmente contrária a que ele estava acostumado a levar. Sem conseguir conduzir a relação para uma outra etapa, os dois brigam e num ato impulsivo, Clamentine decide apagar Joel de vez de sua vida, indo a um consultório de lavagem cerebral. Com o procedimento, ela tira o amado da sua história de vida, do seu passado, presente e futuro. Devastado, Joel decide fazer o mesmo e apagá-la de sua vida também, mas desiste no meio do tratamento e começa a tentar reverter o quadro. 

Há uma sinceridade no olhar de ambos os atores, nos fazendo ficar apaixonados pela relação deles, mesmo que sejamos testemunhas do fim de Clementine e Joel como um casal. Jim Carrey se entrega de forma sincera e a atuação da atriz dispensa comentários, já que Winslet é a alma do filme. Sua atuação é entregue, verdadeira e emocionante. A Clementine de Winslet é leve e divertida como poucas vezes tivemos a oportunidade de perceber.

 

Cate Blanchet: ‘Não Estou Lá’ (2007)

Em 2001, a elfa mais sinistra que você respeita, chamou atenção internacionalmente quando interpretou a Rainha Elisabeth I da Inglaterra e, de lá para cá, não parou. Cate foi a coronel Irina Spalko em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal’,  a Katharine Hepburn de  ‘O Aviador’, viveu a bailarina Daisy em O Curioso Caso de Benjamin Button’ e atuou também em  ‘Blue Jasmine’ e ‘Carol’. Isso tudo sendo também a embaixadora da Australian Conservation Foundation e patrona do Festival de Cinema de Sydney e da instituição de caridade SolarAid. Quer mais? No início de 2009, Cate apareceu em uma série de selos postais para a edição especial chamada “Australian Legends of the Screen”, com atores australianos como Geoffrey Rush, Russell Crowe e Nicole Kidman – todos reconhecidos pela “notável contribuição que deram para o entretenimento e cultura australianos”.

Aqui a escolha de Sofia foi difícil, mas elegemos ‘Não Estou Lá’, de 2009, no qual Bob Dylan é vivido por Christian Bale, Cate Blanchett, Heath Ledger, Marcus Carl Franklin,  Richard Gere e Ben Whishaw. Sim, Cate vivendo o ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração, imagine só isso! Dylan sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60. Musicalmente, fisicamente e psicologicamente, as alterações do seu personagem dialogaram com acontecimentos sociais e ocasionaram múltiplas repercussões culturais. De jovem menestrel a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contracultura a cristão renascido, de caubói solitário a popstar. A alma do filme, no entanto, está nas mãos ou e na peruca de Blanchett, que encarna Dylan sob o heteronômio de Jude Quinn, em sua fase mais auspiciosa e fértil, prestes a revolucionar o folk e o rock mundial. Comsua atuação comedida e brilhante, o filme ganha fôlego em vários momentos. Sem Blanchett, a obra não teria nem a “cara” e nem “corpo” de Dylan.

* O Uber7 se defende mencionando que ainda não viu Manifesto, filme da atriz em que ela interpreta 13 personagens diferentes.

 

Meryl Streep: ‘Angels In America’ (2003)

O que falar da Rainha dos nossos corações? Streep participou de várias montagens teatrais, trabalhou na Broadway no início dos anos 1970, estrelou uma minissérie sobre o holocausto porque precisava de dinheiro (quem nunca?) e defendeu que sua personagem não representava as muitas mulheres que enfrentam uma crise no casamento e a batalha pela guarda de uma criança, que a personagem estava escrita de maneira incompleta em ‘Kramer vs. Kramer’.  Todo o resto de sua carreia veio regada à prêmios e reconhecimento, marcando e inspirando várias gerações que vieram depois dela.

A Escolha de Sofia’ e a Dama de Ferro’ seriam as escolhas óbvias da atriz que, este ano, bateu o recorde de vinte indicações ao Oscar. Mas, aqui entre nós, nenhum desses papeis tem a versatilidade e verdade que Meryl trouxe ao público em ‘Angels in America’. A minissérie de Mike Nichols para a HBO nos traz um elenco de peso e diversas boas histórias, que retratam situações torturantes em uma conversa unica entre teatro o e a televisão. Embora tenhamos Patrick Wilson, Mary-Louise Parker, Justin Kirk e Ben Shenkman, é preciso conferir de perto: a atuação de Al Pacino, que entrega um personagem detestável, mas que consegue nos fazer sentir pena; Emma Thompson é um deleite em sua interpretação teatral e absolutamente brilhante, com suas longas e pausadas falas e asas. Meryl Streep, por sua vez, é quem encanta  e embora esteja discreta, encanta ao interpretar múltiplos personagens.

Tilda Swinton: ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’ (2011)

Você pode não lembrar, mas ela apareceu como personagem coadjuvante em filmes como A Praia’ em 2000, com Leonardo DiCaprio, e Vanilla Sky’ em 2001 com Tom Cruise. Tilda desenvolveu uma performance em uma obra de arte ao vivo na Serpentine Gallery, em Londres, onde ficava em exposição durante uma semana, dormindo em uma caixa de vidro, onde ela afirmava defender a arte performática. Participou do júri no Festival de Cinema de Cannes em 2004 e nos foi apresentada em 2005 quando interpretou a Feiticeira Branca em ‘As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.’  Foi apenas em 2007, com seu desempenho como Karen Crowder no filme ‘Michael Clayton’, que Swinton ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Só pra constar: o filme escolhido não é fácil de se ver. Baseado romance homônimo da norte-americana Lionel Shriver, ‘Precisamos falar sobre Kevin’ é um filme sobre a maternidade. O relacionamento dela com o marido Franklin ia bem, até a chegada do menino que lhe roubou a vida e é aí que o filme argumenta que nem toda maternidade é feliz e proveitosa. Eva nunca quis ser mãe e isso se torna um problema para ela, mas fica a pergunta: teria Kevin nascido mau ou a criação de Eva e o excesso de permissividade de Franklin o teriam transformado em um ser perverso? Não é um debate simples e o filme vai revelando os fatos pouco a pouco, mas só mais tarde se compreende a realidade. Tilda é A presença do filme, surpreendente na tela e hipnótica. E incrível como a atriz consegue nos convencer das dúvidas e martírios que acontecem dentro dela mesma.

Natalie Portman: ‘O Profissional’ (1994)

Formada em psicologia pela Universidade de Harvard,  pratica aulas de balé desde os 4 anos, sabe falar fluentemente inglês e hebraico e tem conhecimentos de francês e alemão. Recusou ser modelo da Revlon, dizendo para quem a convidou que preferia ser atriz – e assim, sem perder muito tempo, ela começou sua carreira, ainda aos 12 anos. Natalie Portman se envolveu com várias produções e teve indicações à prêmios, mas só foi realmente reconhecida pela mídia ao interpretar Padmé Amidala em Guerra nas Estrelas Episódio I: Ameaça Fantasma’. Em 2015, Natalie anunciou que iria interpretar Jacqueline Kennedy no filme biográfico da ex-primeira dama dos Estados Unidos, ‘Jackie’. Dirigido pelo diretor chileno Pablo Larrain; o filme foi lançado no dia 2 de dezembro de 2016 e Natalie tem sido aclamada pela critica pela sua fiel interpretação.

Em ‘O Profissional’, um assassino profissional chamado Léon conhece Mathilda, uma garota de doze anos de idade que vive com a sua família “problemática” no apartamento ao lado. O pai da criança é envolvido no tráfico de drogas, sua madrasta é uma prostituta e irmã a trata com violência. Seu irmãozinho mais novo, que tem quatro anos de idade, é a única companhia de Mathilda. Quando a família da garota é assassinada, ela se refugia com o vizinho e tenta convencê-lo a lhe ensinar seu “ofício” para que ela possa vingar a morte do irmão. Ele a ensina o básico, como a limpeza das armas e seu primeiro tiro. Durante o processo, Léon mata um dos policiais envolvidos na morte da família de Mathilda, desencadeando uma perseguição implacável. Muitas atrizes devem ter passado por testes ou sido cogitadas para o papel de Mathilda, mas é muito difícil imaginar este filme sem, a então jovem, Natalie Portman. Mesmo com pouca experiência, a atriz trouxe à sua personagem um encanto que passeia entre a infantilidade e a insanidade. É fácil vermos várias meninas nessa mesma personagem e, honestamente, sendo muito fácil acreditar em cada uma.

 

Charlize Theron: ‘Mad Max’ (2015)

Aos 19 anos, quando chegou nos Estados Unidos para tentar a vida de atriz, a então modelo Charlize Theron, foi tentar sacar um cheque de 500 dólares no banco, mas a caixa não deixou. Theron fez um escândalo no local, chamando a atenção de um agente artístico, que lhe deu o cartão e começou a cuidar de sua carreira. Depois de seu primeiro papel importante como a esposa de Keanu Reeves no suspense ‘Advogado do Diabo’, lançado em 1997, a atriz sul-africana não parou. Theron ainda usa sua fama para  levantar temas importantes, como direitos femininos, além de atuar a favor da legalização do aborto e em organizações que ajudam a reduzir a Aids na África – além de ser contra o uso de pele de animais em roupas.

A serial killer Aileen Wuornos no filme ‘Monster – Desejo Assassino’, não foi a escolhida desta vez. ‘Mad Max: Estrada da Fúria’ é um deleite que parece simples e linear, mas na verdade é um admirável espetáculo de cores e sons. A escassez de recursos naturais, a procura desenfreada por um mundo “perfeito” e perdido ou a esperança na salvação humana. São acrobacias insanas,  motores de guerra, tempestades de areia, guitarras cuspidoras de fogo, explosões incomensuráveis e  sangue se misturando com o óleo. Se Tom Hardy, na expressividade dos seus silêncios, é um digno sucessor de Mel Gibson, o que dizer da camaleônica Charlize Theron? Furiosa é uma mulher desiludida e frustrada, abalada, que carrega nela uma raiva reprimida. É o que é, sem vergonha: uma mulher que é estimulada por nada mais nada menos que as mais puras falhas humanas de esperança e vingança, talvez até liberdade. O filme ainda recebeu 10 indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme e diretor – e levou seis!

Viola Davis: ‘How To Get Away With Murder’ (2014-presente)

Viola formou-se no teatro em Rhode Island College, graduando-se em 1988. Em 2002 ela recebeu um doutorado honorário em Belas Artes da faculdade. Quando Davis era adolescente, seu talento foi reconhecido por Bernard Masterson, diretor da Escola de Jovens para as Artes Performáticas em Rhode Island, que lhe conseguiu uma bolsa de estudos. Graduada também na Juilliard School em 1993, começou sua carreira atuando em peças de teatro e em papeis coadjuvantes no cinema até que, por seu desempenho no drama ‘Dúvida’, em 2008, ele recebeu diversas indicações, incluindo Globo de Ouro, Prêmio do Sindicado de Atores e Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Na série ‘How To get Away With Murder’ acompanhamos a história de Annalise Keating, uma advogada que, observando seus alunos em aula, escolhe quatro deles para que sejam seus estagiários e a ajudem em casos que ela defende paralelamente à vida acadêmica. No entanto, um acidente acontece da vida do quarteto e a série, permeada de flashbacks, começa a juntar as peças de um intrigante quebra-cabeça envolvendo mortes, fugas e mentiras. Viola agradeceu à equipe do seriado por ter confiado a ela, uma mulher negra de 49 anos, ser protagonista do seriado. E não estamos falando de qualquer protagonista, Annalise é uma advogada poderosa, misteriosa, confusa e por vezes inescrupulosa. Isso, em tempos que mulheres negras recebem, em sua maioria, papéis de empregadas domésticas, escravas submissas ou mães abusivas . É revigorante ver uma grande atriz receber um papel que explore suas possibilidades de interpretação. É aqui que Viola prova que não veio para brincar!

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Ana Terra

Carioca da clara, amante de praia e do sol de 40°. Ana Terra é designer gráfica - de vez em quando modelo, de vez em quando atriz. - e fotógrafa de Instagram. Adora viajar, gosta de música e cultura e assiste a muitos seriados. Descobriu seu lado nerd quando era menina pequena no Rio, época em que jogava RPGs e virou cinéfila de carteira assinada.

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