Top 7 | Assassinos em série reais e macabros de ‘Mindhunter’

Top 7 | Assassinos em série reais e macabros de ‘Mindhunter’

Autor: 261

A mente humana ainda é um mistério tanto para cientistas quanto para médicos e psicólogos. Ao mesmo tempo em que somos capazes de coisas maravilhosas, podemos fazer coisas terríveis sem pensar duas vezes. O que leva alguém a cometer crimes? Por que algumas pessoas chegam ao ponto de matar outras? Há quem acredite que o excesso de emoções pode nos fazer perder o controle em situações de estresse extremo, mas o que leva alguém a cometer crimes graves com padrões de crueldade?

Estima-se que 1% da população mundial seja formado por psicopatas, pessoas que, ao contrário da maioria, não conseguem ter qualquer forma de empatia por outro ser humano e não sentem remorso ou culpa por suas ações. Desse 1%, cerca de 0,3% se transformam em assassinos. Pode parecer pouco, mas o rastro de violência e devastação choca e, ao mesmo tempo, fascina por ser incompreensível para alguém comum. O que é discutido ainda hoje é se o psicopata nasceu assim, se traumas na infância e adolescência o tornaram assim, ou se é uma combinação dos dois. A questão é o tema central de ‘Mindhunter‘, nova série da Netflix baseada no livro ‘Mind Hunter: Por dentro da Unidade de Crimes em Série do FBI’, do ex-agente John Douglas.

Em 1977, Holden Ford trabalhava na Unidade de Negociação de Reféns do FBI, mas passa a se interessar pelo comportamento dos criminosos, especialmente em casos de assassinatos cruéis e sádicos. Na década de 70, eram raros os casos de homicídio em sequência e o termo “serial killer” ainda não era usado. O caso mais famoso ainda era o de Charles Manson, condenado à prisão perpétua por liderar um grupo – a Família Manson – que matou sete pessoas em 1969. Tanto o FBI quanto os próprios policiais, além de acadêmicos de sociologia e psicologia tentavam entender os motivos que levavam pessoas aparentemente pacíficas a cometerem atrocidades. Era o início da psicologia criminal. Ford e o chefe da Unidade de Comportamento Bill Tench, então, viajam a procura de psicopatas em série e começam a entrevistá-los para traçarem o que essas pessoas têm em comum.

O mais interessante de ‘Mindhunter‘ é que ela é baseada em casos reais, o que pode causar um certo frio na espinha em quem assiste. O Uber7 separou sete casos bizarros que são retratados na série e que estamparam capas de jornais nos Estados Unidos e no mundo nas décadas de 70 e 80. Só não vale ter pesadelos a noite, viu?

7. Richard Speck

Mindhunter 7

Considerado um assassino em massa, ao invés de assassino em série, Speck matou 8 enfermeiras a facadas e por estrangulamento após invadir uma casa em 1968, em Chicago. Ele também estuprou uma das vítimas. Corazón, a única sobrevivente, conseguiu contatar a polícia e Speck foi preso e condenado à prisão perpétua. Morreu em 1991, na prisão, de ataque cardíaco.

6. Monte Ralph Rissell

Mindhunter 6

Conhecido por ter inteligência acima da média (QI de 120), fez sua primeira vítima aos 14 anos de idade, logo após ter sido dispensado pela então namorada. Com raiva, Rissell descontou toda a frustração em uma mulher que dirigia um carro perto do complexo onde ele morava. Ele a estuprou e a estrangulou. Ao todo, Rissell matou 5 mulheres, uma delas foi esfaqueada mais de 100 vezes. Foi condenado à prisão perpétua e cumpre pena no estado da Virgínia.

5. Dennis Rader

Mindhunter 5

Foi condenado a 171 anos de prisão apenas em 2005, após confessar que matou pelo menos 10 pessoas entre 1974 e 1986 no Kansas. Neste período, Rader deixava pistas falsas e endereçava cartas à polícia e à imprensa descrevendo os crimes e aterrorizando a população local. Ficou conhecido como “assassino BTK”, algo do qual ele sentia orgulho. A sigla vem do inglês “bind, torture and kill”, em português, “amarrar, torturar e matar”. Rader costumava fazer poemas enquanto torturava suas vítimas, as estrangulava e amarrava bonecas aos corpos.

4. Jerry Brudos

Mindhunter 4

Entre 1968 e 1969, Brudos invadiu a casa de quatro jovens mulheres e as estrangulou. Ele ainda tentou atacar outras duas. A primeira de suas vítimas, Linda Slawson, foi morta dentro da garagem de Brudos, enquanto seus filhos e sua esposa estavam na casa. Ele ficou conhecido por ser obcecado por roupas e sapatos femininos, por fazer sexo com os cadáveres e por fotografá-los usando diferentes roupas e em diferentes poses. Ele foi condenado à prisão perpétua e morreu em 2006 por causa de um cancro no fígado.

3. Ted Bundy

Mindhunter 3

Bundy foi um dos mais temidos criminosos em série dos Estados Unidos na década de 70 e confessou o assassinato de 30 mulheres, embora o número possa chegar a 100. Ele era conhecido por ser comunicativo e carismático, era advogado e quase entrou para a área política. Seduzia as vítimas em locais públicos e as levava para lugares mais isolados onde as estuprava e as matava estranguladas, decapitadas ou a golpes. Bundy também confessou que era necrófilo e, por diversas vezes, revisitava os locais dos crimes para fazer sexo com os cadáveres. Foi condenado à pena de morte por eletrocussão após ter sido submetido a um júri popular. A ironia é o fato de que foi uma mulher a responsável por girar a chave de carga elétrica que o matou na prisão.

2. Robert Hansen

Mindhunter 2

Hansen ficou conhecido como “açougueiro do Alasca”. De 1971 a 1983, ele matou entre 17 e 30 mulheres perto de Anchorage, capital do estado. O que chama a atenção para o caso, além do grande número de vítimas, é o fato de que Hansen sequestrava as mulheres, em sua maioria dançarinas, e as usava como escravas sexuais; depois as deixava em florestas próximas para que pudessem tentar fugir e, assim, as caçava, utilizando sofisticados rifles. Após os assassinatos, Hansen guardava as joias ou outros objetos pessoais das mulheres como souvenires. Ele foi condenado a 461 anos de prisão sem possibilidade de reversão da pena. Hansen morreu em 2014 por problemas de saúde.

1. Edmund Kemper

Mindhunter 1

Também conhecido como Co-Ed Killer (assassino de colegiais), Kemper foi o primeiro serial killer mostrado na série e impressionou Ford por sua eloquência e aparente controle emocional. Entretanto, Kemper sentia extremo rancor e raiva por sua mãe e matou tanto ela quanto uma de suas amigas, além de seus avós paternos. Ele também foi responsável pelo sequestro e decapitação de seis meninas estudantes de um colégio onde a mãe dele trabalhava.

Após os assassinatos, Kemper fez sexo com os cadáveres e, alegadamente, cometeu canibalismo em um dos corpos. No seriado, Kemper diz que tanto a mãe quanto as demais vítimas mereceram todas as atrocidades, já que era tratado por elas com desdém e desrespeito. Ele ainda está vivo e foi condenado à prisão perpétua após confessar os crimes “de bom grado”.

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Bárbara Oliveira

Bárbara já foi jornalista, professora, tradutora e palhaça (no sentido denotativo e no conotativo também). Ri das coisas mais bobas e adora piada ruim. Sabe de cor as falas dos seus seriados e filmes favoritos, tem medo de boneca e não assiste a filmes de terror de jeito nenhum. Na verdade, até assistiria se oferecessem muito dinheiro. Sonha em ter um pug preto, gordo e bem vesgo. Gosta muito de chá.

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