Top 7 | Documentários imperdíveis para assistir na Netflix

Top 7 | Documentários imperdíveis para assistir na Netflix

Autor: 423

Que a Netflix é uma fiel companheira de final de semana, dias frios, insonia e que forma uma parceria ideal com a ociosidade, todos já sabem, mas você já passou pela área dos documentários? Se não, fica a dica: talvez ela seja a parte mais rica de toda a rede de streaming.

Em meio a vários títulos e produções originais, é possível encontrar uma gama de indicados e ganhadores do Oscar de documentário, obras de diretores como Werner Herzog (Fitzcarraldo) e produções nacionais. Devido ao seu caráter documental e didático, essa produção audiovisual é a mais informativa, com maior imersão e variação de temas e sub-gêneros, sendo, assim, uma boa pedida para quem deseja descobrir novas histórias, vivenciar novas culturas e presenciar mais de perto outras realidades.

Pensando nisso, o Uber7 fez uma lista de sete documentários dos mais variados temas que se encontram no catálogo da Netflix. Agora você pode colocar elas no “minha lista” e explorar esse gênero do cinema.

7 – ‘Laerte-se’ (2017)

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Esse é a primeira produção brasileira da Netflix – e que bela primeira produção! ‘Laerte-se’ mostra a história da famosa cartunista brasileira Laerte Coutinho, que aos 58 anos de idade assumiu a sua transgeneridade. O documentário, dirigido por Lygia Barbosa e Eliane Brum, é levado de forma bem delicada e leve, o que deve facilitar para as mentes mais fechadas a absorção do discurso.

No começo, Laerte se mostra reticente e insegura com o filme. A entrevista é feita em sua casa que está em reforma e tudo isso parece uma alegoria (muito bonita) sobre estar em um processo filosófico e reflexivo. Ainda assim, nada soa de forma disruptiva e muito menos dolorosa. Aquele é, simplesmente, um processo que lhe trás felicidade. Existe um problema de ritmo no documentário, mas nada que estrague toda a lição que ele pode nos trazer.

6 – ‘A 13° Emenda’ (2016)

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Mais uma produção original da Netflix, e mais um grande acerto. ‘A 13° Emenda’ é um documentário que destrincha a cultura do racismo nos EUA e fala sobre como o sistema penitenciário americano está intimamente ligado a isso. Dirigido pela Ava DuVernay (Selma), o filme é uma aula de política e história. Ele mostra muito bem como o preconceito enraizado é fruto de todo um sistema e não apenas de um simples acaso ou maldade humana (não que ela não exista). Como mostra o documentário, tudo isso também é estrutural.

“A história não se faz de coisas que acontecem acidentalmente. Somos produtos do que nossos ancestrais escolheram, se formos brancos. Se formos negros, somos produtos do que nossos ancestrais não escolheram. Mas aqui estamos juntos, produtos dessa série de escolhas, e temos que entender isso para escapar delas.”. Demais, não?

Professores, por favor, passem esse documentário em sala de aula!

5 – ‘Indie Game: The Movie’ (2012)

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Um documentário independente sobre a criação de jogos independentes. ‘Indie Game‘ é focado nos criadores de três jogos: Jonathan Blow, do ‘Braid’ (um jogo lindo), Tommy Refennes e Edmund McMillen, do game ‘Super Meat Boy’ (bem legal) e Phil Fish, criador do ‘Fe’z (que game bonitão!). O mais legal é que o documentário serve tanto para gamers quanto para quem não entende nada do assunto, acreditem. O filme inclui uma série de discussões sobre processo criativo e a pressão de se colocar em um mercado competitivo, mas o melhor dele, porém, é o quanto o documentário é emocionante. Sim, isso mesmo: Um documentário sobre games que tem um enorme coração. Ai, ai…

Escolhas, renuncias, infância, depressão e obsessão. Tudo isso acompanham os nossos personagens. Os relatos de como os criadores querem passar para a alma dos jogos o que eles são, o que se passa em suas cabeças e os seus sentimentos é o que tem de mais interessante no documentário. Isso mostra o lado intimista que ao jogar, as vezes, nem percebemos. Ou seja, o filme é uma prova e tanto para quem é super artistinha descolado e acha que vídeo game não pode ser  considerado uma forma de arte. Se você é fã de games, esse filme é obrigatório; se você não for fã de games, esse filme terá, no mínimo, muito conteúdo para te passar.

4 – ‘The Keepers’ (2017)

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A mais nova produção dessa lista é uma série original e documental da Netflix dividida em sete episódios. Temos aqui uma história de terror baseada no assassinato da freira Cathy Cesnik. A investigação vasculha vários dogmas da igreja católica e entra em assuntos pesados como pedofilia, corrupção, fé, estrupo e preconceito. Em algum momento você irá se lembrar de ‘Spotlight: Segreos Revalados’, ganhador do Oscar de melhor filme em 2015.

O clima de ‘The Keepers’ é super denso e não só pelo caso e relatos, que por si só já são aterrorizantes, mas também pelo sentimento de injustiça, pelo clima criado com a trilha sonora e pelos vídeos e fotos antigas apresentadas durante a película. É de se assustar como o que acontece nos corredores da vida real pode ser bem mais tenebroso do que qualquer filme. Uma obra chocante de terror e um suspense imersivo.

3 – ‘Winter On Fire: Ukraine’s’ (2015)

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Ta aí o documentário que talvez seja aquele de maior primor técnico já produzido pela Netflix. Mas não é só isso. O conteúdo político e informativo de ‘Winter On Fire’, junto com sua narrativa, nos coloca dentro dos movimentos estudantis e manifestações ocorridos na Ucrânia nos anos de 2013 e 2014.

A Ucrânia conquistou sua independência em 1991, o que a torna um país jovem. Seu presidente, Viktor Yanukovych, traiu suas promessas de plataforma política, se aproximando novamente da Rússia e deixando a população bastante inflamada. Dado esse contexto, o interessante é notar a escalada das manifestações, que começaram pacificas até virar uma guerra. É inevitável não fazer um paralelo com as manifestações ocorridas no Brasil em 2013.

O documentário acompanha alguns personagens e por isso somos espectadores das evidentes mudanças físicas e psicológicas que eles passaram. É um filme obrigatório para o momento político em que vivemos. Corrupção, leis absurdas, violência policial e insatisfação política são como pano de fundo para o discurso do documentário. Ao acabar o filme, fica aquele sentimento de ‘por que a população brasileira é tao passiva (nunca pacífica) e gosta tanto de vidraças?’.

Assistam sem Temer (vocês entenderam o trocadilho).

2 – ‘The Act of Killing’ (2012)

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‘The Act of Killing’ é um filme devastador do ótimo documentarista Joshua Oppenheimer. Ele conta a história de torturadores e assassinos do governo ditatorial da Indonésia de 1965 e fala sobre como foi realizado o massacre anti-comunista. O diretor acerta em misturar realidade e ficção, dando um lirismo ao contraste entre as belezas naturais e as atrocidades relatadas com orgulho pelos mercenários que mataram milhares de pessoas. Nenhum ato de violência é mostrado, apenas ‘demonstrado’, o que não tira o repudio e o peso do filme.

É muito interessante também, ver o papel da mídia. Ela está sempre presente na função de convencer e relativizar os atos absurdos cometidos pelo governo. É triste saber a capacidade do ser humano em fazer mal. A falta de empatia mostrada neste documentário é monstruosa, a maldade retratada é grotesca. Acabando o filme, a vontade de apertar o botão de reset do mundo é inevitável. O que será que os dinossauros fizeram de tão ruim para merecer o meteoro e nós não?

1 – Alive Inside (2014)

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Temos aqui, enfim, um documentário para tirar toda carga negativa e voltarmos a ter esperança na humanidade. Dan Cohen, fundador da organização ‘Music & Memory’, tenta mostrar que a música tem capacidade de auxiliar idosos no tratamento contra o mal de Alzheimer. Essa curta sinopse já teria que ser o suficiente para te convencer a assistir ao filme. A música tem uma relação intrínseca com a alma (brega, mas verdadeiro), nos fazendo reviver memórias que pareciam guardadas há uma vida inteira – e o filme, basicamente, fala disso.  ‘Alive Inside’ é uma luta contra o esquecimento, abandono e a depressão, tendo como sua maior arma a música.

O documentário não é dos mais apurados tecnicamente e sua narrativa desliza em algumas barrigas que se arrastam durante o filme, mas esses defeitos ficam pequenos diante da mensagem de esperança e nas cenas de idosos reconhecendo músicas que fizeram parte de sua vida no passado.

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Klauber Vieira

Nasceu em Porto Alegre, mas foi em Brasília que criou raízes - na capital ele cursou cinema, publicidade e atualmente é professor de História. Klauber é daqueles que não baixa filmes porque ama e defende toda a experiência que envolve o cinema: comentar cartazes e trailers enquanto pega fila, reclamar da pipoca e sentar com dificuldade nas cadeiras. Educado pelos pais e criado por filmes, gosta de tudo: de Rei Leão a Pink Flamingo; de Pontes de Madison a Jurassic Park. Torcedor do Inter e um eficiente gamer, às vezes é um "velho jovem" e às vezes um "jovem velho"

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