Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 2

Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 2

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Ficha técnica

Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 2

Título original: Guardians of the Galaxy Vol. 2
Data de lançamento: 27 de abril de 2017
Direção: James Gunn
Gênero: Aventura/Comédia
Produção: Marvel Studios
Distribuição: Walt Disney Studios/Motion Pctures
Roteiro: James Gunn
Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Bradley Cooper, Vin Diesel, Michael Rooker, Pom Klementieff, Karen Gillan, Kurt Russell, Sylvester Stallone

Avaliação Uber7

Guardiões da Galáxia Vol. 2‘ consegue manter o alto nível de qualidade das produções da Marvel no cinema sem maiores dificuldades. Por mais que não seja revolucionária e surpreendente como o antecessor, a exploração do universo espacial dos super-heróis dá um respiro para a fórmula utilizada à exaustão nos Vingadores e demais filmes de equipe do estúdio, o que é ótimo para os fãs.

Uma das características que ajuda ‘Guardiões‘ a ser uma produção diferenciada é a pegada assumidamente cômica. Em vez de um filme de aventura com toques de humor, trata-se de um filme de comédia com bastante aventura. Isso pode até incomodar de vez em quando, porque é CERTEZA que alguém vai fazer alguma gracinha em todas as cenas, mas esse aspecto serve a um propósito maior: ajuda a variar um pouco o padrão dos filmes de herói. A Marvel com certeza se preocupa com a repetição dos padrões em seus filmes e com a falta de material para inovar e surpreender a audiência depois de quase dez anos, por isso são importantes caras menos conhecidas, histórias mais leves e até um visual diferente.

O visual de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2‘, aliás, é uma coisa de louco. A naturalidade com a qual são retratadas as paisagens mais diversas é admirável, tudo muito colorido e explosivo, mas o que mais se destaca são os alienígenas. A qualidade dos efeitos que transformam os atores em raças das mais distintas assemelha-se à de ‘Star Wars‘, vista recentemente em ‘O Despertar da Força‘ e ‘Rogue One‘. Yondu, os Saqueadores e mais uma vez Gamora, Rocket, Drax e Baby Groot fazem realmente parecer possível que eles fossem de outros planetas.

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Cores… muitas cores em Guardiões Vol.2!

A força desta continuação vem dos personagens. Apesar de ser um desdobramento de arcos abertos do filme anterior e uma comédia das mais metidas a engraçadinhas, são as sub-tramas individuais e as relações emocionais que sustentam o andamento da história. A jornada do herói se constrói em vários pequenos aspectos, desde a relação amorosa não verbalizada entre Peter Quill e Gamora, passando pela hilária identificação de Drax com o caráter inocente e socialmente deficiente de Mantis, a fofura de proporções cósmicas do Baby Groot, até os discursos sarcásticos e inflamados de Rocket e Yondú.

E o caminho de autoconhecimento e descoberta de Peter pode ser facilmente considerada mais desinteressante que outras histórias secundárias, principalmente a que envolve Gamora e sua irmã, Nebula. Vem daí uma das cenas de luta mais legais de todos os filmes da Marvel (sem exagero) e a maior possibilidade de identificação do público – quem nunca quis dar umas porradas nos próprios irmãos e, depois que o fight acabasse, sair conversando como se nada tivesse acontecido?

Mesmo assim, é notável o retrato muito perspicaz de Ego, o Planeta Vivo. Desde o lançamento do primeiro filme o grande mistério dos Guardiões da Galáxia era a identidade do pai de Peter Quill. Apesar das dúvidas quando se revelou quem seria o personagem de Kurt Russel, a Marvel se saiu muito bem nessa adaptação. O personagem praticamente só interage com o Starlord durante todas as suas aparições na tela, o que prejudica um pouco seu desenvolvimento, mas que baita forma de fazer um planeta vivo!

+Leia também: Crítica | Vida

Outro aspecto fundamental que o primeiro filme apresentou e o segundo fortaleceu é a trilha sonora. Bebendo na “fonte Tarantino” de inserir músicas já conhecidas para dar o tom da produção, James Gunn apostou em uma Awesome Mix Vol. 2 excelente. Não existe o impacto que o precursor ‘Vol. 1‘ por não ser mais o fator surpresa, mas definitivamente é uma cereja que não podia faltar no bolo.

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Quando se pensa em Guardiões da Galáxia, música boa já vem automaticamente no pacote.

Claro, ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2‘ não poderia deixar de lado o fan service. Não apenas incluindo personagens bem secundários das HQs, às vezes em cenas tão rápidas que nem dá para perceber, mas também trazendo nomes clássicos dos filmes de ação para esse universo. Kurt Russel e Sylvester Stallone são ícones do cinema nas últimas décadas e a presença deles no ambiente dos super-heróis é quase uma homenagem. Algo como “os heróis agora estão em alta, mas um Stallone sempre vai ser um Stallone”.


Ah. Como tem acontecido com frequência ultimamente, é recomendado não assistir a todos os materiais de divulgação. As melhores piadas e quase todas as sequências de ação relevantes estão lá. Se quiser uma experiência completa, de descoberta do universo e do filme em si, é melhor deixar para ver só no cinema mesmo.

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Filipe Rodrigues

Jornalista, apaixonado por futebol, nerd e leonino. Apesar de acompanhar tudo o que acontece no mundo dos esportes, escolheu o universo das nerdices pra dedicar seu tempo produtivo e criativo. Gosta muito de Superman; entre Vingadores e X-Men fica com os mutantes; adora coisas nostálgicas como Digimon, Power Rangers e Dragon Ball; e seu filme favorito agora é Mad Max: Estrada da Fúria!

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