Crítica | Alien: Covenant

Crítica | Alien: Covenant

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Ficha técnica

Crítica | Alien: Covenant

Título original: Alien: Covenant
Data de lançamento: 11 de abril de 2017
Direção: Ridley Scott
Gênero: Ficção científica/Terror
Produção: 20th Century Fox
Distribuição: 20th Century Fox
Roteiro: John Logan
Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demian Bechir, Nathaniel Dean

Avaliação Uber7

Em 1979 foi dada a largada para uma das franquias alienígenas mais aclamadas de todos os tempos, com o filme ‘Alien, o Oitavo Passageiro‘, dirigido por Ridley Scott – sujeito famoso pelos excelentes filmes de ficção científica, entre eles ‘Blade Runner‘ e ‘Perdido em Marte‘. Ao passar dos anos, outros filmes vieram e a historia da assustadora criatura xenomorfa foi ganhando fãs pelo mundo, até que, nesta quinta-feira (11), após uma pausa de 12 anos, Ridley está de volta com ‘Alien: Covenant‘, a esperada sequência de ‘Prometheus‘ que promete explicar, em fim, a origem da criatura.

O segundo filme da prometida trilogia surge com uma proposta diferente, se comparada à dos filmes anteriores da saga. Faltando mais de sete anos para seu destino final, a nave, cuja missão é colonizar um planeta, sofre uma pane por conta de uma tempestade de neutrinos, causando um alerta vermelho que faz com que toda a tripulação seja acordada antes do tempo previsto. Após descobrirem um sinal desconhecido, vindo de um planeta totalmente habitável, os tripulantes decidem explorar essa terra desconhecida que está há algumas semanas de distancia do local onde estão. E é a partir daí que a trama de ‘Alien Covenant‘ começa.

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Ridley Scott tanto acerta quanto erra em sua nova produção. No geral, podemos concluir que é um bom filme de terror blockbuster, que vai agradar o público em geral. Um dos maiores problemas, no entanto, é o quão superficial a história é: as oportunidades de enriquecer a trama poderiam ter sido melhor aproveitadas. Sabemos que os filmes hoje em dia, em sua grande maioria, não são feitos para os fãs, especificamente, mas para o público que vai ao cinema procurando algo divertido e que não passe de 90 minutos. A ganância em ter mais grana do que qualidade vem prejudicando alguns filmes de Hollywood – e consequentemente, prejudica o novo ‘Alien‘ de Ridley Scott. Na nova sequência da franquia, sentimos que está tudo um pouco solto: o diretor não sabe se quer um terror, uma ficção científica mais trabalhada ou se desejar focar apenas na história do xeromorfo, como um típico filme de origem. O que sabemos é que, com certeza, a versão para DVD/BlueRay será melhor que a do cinema.

Tirando esse detalhes problemáticos da trama, o filme é um dos mais assustadores da saga. A nova criatura, apresentada pela primeira vez na franquia, é muito mais intensa que o xenomorfo original, de maneira que esse é um dos filmes em que pensamos: “se fosse eu nessa situação, já teria morrido”. Scott trouxe a tensão a flor da pele e, de longe, ‘Covenant‘ é um dos filmes mais sanguinários de sua carreira. Aqui entre nós, a propósito, não são só as criaturas xenomorfas que aterrorizam a vida dos tripulantes da Covenant.

Sobre a origem da criatura e a razão de seu surgimento, não temos do que reclama-se: a teoria é muito bem bolada e a explicação responde muita coisa, sanando, principalmente, algumas dúvidas que ‘Prometheus‘ não explicou.

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Mais uma vez Ridley Scott exagera no elenco, muitos personagens facilmente esquecíeis, que nem nos importamos – é pouco tempo de filme para o diretor conseguir criar a empatia do público com todos da tripulação. Não precisa de muito esforço pra sacar que o destaque vai para o Michael Fassbender: é impressionante como ele interpreta os sintéticos Walter e David. A atriz Katherine Waterston não fica pra trás, mas infelizmente rola aquela comparação com Sigounrey Weaver – e vamos combinar, amigos: Ripley rainha, o resto, nadinha.

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Outro ponto sensacional é o design de som. A sonoplastia merece um prêmio pelo trabalho excelente em ‘Alien: Covenant‘. A trilha também é muito bem trabalhada, atribuindo um clima de tensão nos momentos certos (destaque para a cena ápice do xeromorfo – esse foi o filme no qual o diretor resolveu fazer diferente, com um design inovador para a criatura, totalmente em CGI. Há dúvidas quanto à nova forma, mas não podemos negar que pode deixar a criatura bem mais ágil em cena).

Fãs ou simpatizantes do Alien não vão se decepcionar com o filme, mas Ridley Scott ainda não trouxe uma produção que consiga superar o longa original. Enquanto isso não acontece, vamos aguardar pelo terceiro filme da trilogia para ver até onde vai chegar a ligação com franquia que se iniciou em 1979.

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Kaigue Moura

Kaigue (e não Kaique) é um publicitário que devora filmes e gosta de se manter bem informado. Quer vê-lo feliz, leve-o ao cinema, quer vê-lo triste, proíba-o de comer besteira. Muito observador, e reservado também, gosta do frio, ama Brasília e, além de ser viciado em refrigerante, sonha em ser rico um dia.

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